Fios e cabos de baixa tensão – Um mercado dinâmico

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O mercado espera retomada da economia e aposta em condutores flexíveis, materiais não-halogenados e isolação termofixa, tendo em vista as vantagens de instalação, segurança e desempenho.

O mercado de fios e cabos de baixa tensão para o setor da construção civil tradicionalmente é um dos maiores do País. Hoje, sua produção deve estar perto de 100 mil toneladas ao ano. Nos últimos dois anos, este mercado retraiu mais de 40%, em função da saúde política e econômica brasileira, além da queda do cobre. No entanto, as perspectivas para 2017 são positivas, já que se espera por uma retomada da economia para alavancar as vendas e o faturamento do setor de fios e cabos elétricos voltados aos empreendimentos imobiliários e da indústria.

Segundo dados do Sindicel – Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não-Ferrosos do Estado de São Paulo, o mercado de condutores elétricos de BT para construção civil está diretamente ligado às novas construções (sejam elas residenciais, comerciais ou industriais) e a modernização e/ou reforma das instalações elétricas, necessária e fundamental para a segurança dos imóveis.

 

A importância da especificação bem-feita

Para especificar corretamente um fio ou cabo de BT, o projetista precisa conhecer previamente o percurso e as interferências da instalação dos cabos, os agentes agressores do local e outras eventuais influências do meio ambiente. O correto dimensionamento inclui a aplicação da norma NBR 5410, considerando todas as suas prescrições em relação à capacidade de corrente dos cabos, seções mínimas, cálculo de queda de tensão e de correntes de sobrecarga/ curto-circuito e os fatores de correção de temperatura, agrupamento e de resistividade térmica do solo. Deve-se também observar a correta escolha das cores da isolação e a seção do condutor neutro, que hoje desempenha papel importante frente à geração de harmônicas causadas pelos equipamentos eletroeletrônicos modernos.

 

Fonte: Revista Potência, edição 129, páginas 36 e 40